Atarde Online

publicidade


POLÍTICA


todas as notícias de POLÍTICA
15/09/2009 às 21:49
  | COMENTÁRIOS (2)

Senado libera uso da internet em campanhas eleitorais

Agência Estado

Na minirreforma eleitoral aprovada hoje no Senado a toque de caixa, os senadores retiraram do texto as restrições ao uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010. Pelo projeto, que agora precisa ser votado pelos deputados para valer para as eleições do ano que vem, não haverá nenhum tipo de censura à internet, com a livre manifestação de pensamento nos sites de notícias, blogs, redes de relacionamento e de mensagens instantâneas durante as campanhas eleitorais. É vedado o anonimato e garantido o direito de resposta.
A única restrição imposta foi às TV Web que nos debates terão de seguir as mesmas regras das televisões. Ou seja: ter a participação de dois terços dos candidatos às eleições majoritárias, com pelo menos 10 deputados federais. "Do meu ponto de vista essa exigência é descabida, uma vez que aprovamos a liberdade total na internet", reclamou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
A liberdade total na internet foi aprovada por acordo com o aval de todos os partidos políticos. "A internet é uma tecnologia que veio para ficar e deve ser totalmente livre", afirmou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que deixou a presidência da sessão para descer ao plenário e se manifestar favoravelmente ao fim de qualquer restrição na internet. "Não há a menor condição de exercer censura na internet. Ela nasceu livre e deve permanecer livre", disse a líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC).
A votação da reforma ainda não foi concluída no Congresso e o PSOL já ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra obrigatoriedade de participação de apenas dois terços dos candidatos às eleições majoritárias, que tenham 10 deputados federais. "Isso é um erro inaceitável. Os pequenos partidos são contra essa cláusula de barreira. Seremos obrigados a ir ao Supremo arguir a inconstitucionalidade", afirmou o senador José Nery (PA).
Outro artigo que poderá ser contestado no Supremo é a realização de eleições diretas para as vagas de governadores e prefeitos que tiverem seus mandatos cassados por crime eleitoral. Os senadores aprovaram essa regra, mesmo suspeitando que ela é inconstitucional. "Foi uma posição política que tem por objetivo estar em sintonia com a sociedade. Mas na minha avaliação, a decisão é inconstitucional porque não tem analogia com o que a Constituição Federal nem as constituições estaduais dizem", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES). "Aceitaram um apelo demagógico, que vai cair ali na frente", observou o socialista. "Estão jogando para a plateia. Votamos uma lei ordinária sobre um assunto em que é preciso uma emenda à Constituição", argumentou o senador Tião Viana (PT-AC).
A proposta é considerada inconstitucional porque a atual Constituição prevê a eleição direta, em caso de vacância do cargo de presidente da República e de vice-presidente, nos dois primeiros anos de mandato. Ocorrendo a vacância nos dois últimos anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita pelo Congresso Nacional. "Em tese, essa proposta aprovada pelo Senado confronta o texto constitucional", disse o deputado Flávio Dino (PC do B-MA), que será o relator da reforma eleitoral na Câmara.
Com o apoio de todos os partidos, os senadores derrubaram duas emendas do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que pretendiam dar mais transparências às doações para as campanhas eleitorais. Pela proposta do petista, os nomes dos doadores de campanha teriam de ser conhecidos antes das eleições. Os partidos políticos também teriam de revelar ainda durante a campanha os nomes dos doadores - hoje, as legendas só tornam públicos os nomes dos financiadores das campanhas seis meses depois das eleições. "Não é verdade que essas propostas deem mais transparência ao processo. Isso só vai servir para inibir as doações", afirmou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
    AVALIAÇÃO: Ruim Média Boa 0 voto

COMENTE ESSA MATÉRIA  2 comentários

O que você achou desta matéria?

Carlito Ferreira (16/09/2009 - 07:41)

COXA DE RETALHO: A minirreforma eleitoral aprovada ontem pelo Senado a toque de caixa visando às eleições de 210, é na verdade uma acomodação de interesses d os partidos políticos e dos candidatos para as eleições do ano que vem. A maioria dos políticos brasileiros não tem nenhum compromisso com a sociedade, agem de forma conveniente, e atropelam as expectativas da nação brasileira. A reforma política tão esperada por todos nos, mais uma vez ficou postergada, frustrando as expectativas de todos nós. Como cidadão, fico indignado em vê nossos representantes agindo apenas de acordo com interesses; como político, confesso que estou triste com a mini reforma eleitoreira, tenda tão somente dá satisfação à sociedade da não reforma política, e acomodar interesses da classe política. O texto aprovado onde volta para a Câmara dos Deputados que deverá aprovar sem maiores discussões, vez que sequer terá tempo para rediscutir a matéria, e certamente temendo as decisões ficar a cargo do TSE, aprovará a coxa de retalho.

Seu Comentário:

nome:
sobrenome:
e-mail:
mensagem:

toques



ÚLTIMAS

Empresas do Grupo
Rua Prof. Milton Cayres de Brito nº 204 - Caminho das Árvores - Salvador/BA, CEP-41820570. Tel.: 71 3340-8500 - Redação: 71 3340-8800
Copyright © 1997 - 2010 Grupo A TARDE Todos os direitos reservados.